Ensaio CPTU e Comportamento Granulométrico

[:pb]Uma das principais qualidades do ensaio de Piezocone (CPTU) é a possibilidade de avaliação da estratigrafia do solo, com identificação das diversas camadas prospectadas, ainda que pouco espessas.
 
Conforme vemos na animação abaixo, durante a realização dos ensaios CPTU, obtemos em tempo real três leituras:

     

  • qc – resistência de ponta
  • fs – razão de atrito
  • u2 – poropressão

 

 
Como este ensaio não coleta amostras de solo, a avaliação do comportamento granulométrico é usualmente feita por meio do ábaco proposto por Robertson e Campanella no qual, pelas leituras qc e fs, infere-se como as camadas de solo comportam-se.
 
A distinção entre comportamento granulométrico e a granulometria do solo é importante pois como o ensaio CPTU não coleta amostras de solo, a estratigrafia é baseada pelo comportamento físico das camadas durante a cravação do cone.
 
Pelo ábaco proposto por Robertson e Campanella, conforme ilustração abaixo, notamos que solos argilosos tenderão a apresentar baixas resistências de ponta e alta razão de atrito, enquadrando-se na parte inferior direita do ábaco. Solos arenosos por seu turno, tenderão a apresentar alta resistência de ponta e baixa razão de atrito, estando portanto no quadrante superior esquerdo do ábaco.
 

 
Na animação abaixo, observa-se a interpretação do comportamento granulométrico dos solos ensaiados, com a identificação de camadas argilosas e arenosas, conforme o ábaco.
 

 
Outro indicador do teor argiloso da segunda camada avaliada é a leitura alta de poropressão, indicando solo pouco permeável e portanto com características de argila.
 
Tipicamente, a apresentação dos resultados de ensaio CPTU seguirão o modelo abaixo, com as leituras de campo e a identificação do comportamento granulométrico das camadas.
 

 
Este breve artigo objetiva informar superficialmente sobre a obtenção de parâmetros de comportamento granulométrico por meio de ensaios CPTU. Para saber mais sobre a interpretação desses ensaios bem como técnicas mais sofisticadas de obtenção destas informações, recomendamos a consulta às seguintes fontes bibliográficas.
 
Cone Penetrations Test in Geotechnical Practice
 

Ensaios de Campo: e Suas Aplicações à Engenharia de Fundações

 
Guide to Cone Penetration Testing – Peter Robertson
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