PERFURAÇÃO E

AMOSTRAGEM

As possibilidades de amostragem de solo são diversas, dependendo do objetivo da análise ou ensaio, tipo de solo, profundidade, entre outras variáveis.

Com o passar dos anos, adquirimos capacidade técnica para a obtenção de variados tipos de amostragens, sejam coletadas de forma manual ou por meio de perfuratrizes hidráulicas, com objetivos de análises físicas e químicas das amostras coletadas

AMOSTRADOR TIPO "SHELBY"

O amostrador tipo “Shelby” é utilizado para coleta de amostras indeformadas de solos finos (argilas e siltes argilosos) de baixa consistência. Estas amostragens são realizadas seguindo padrão Brasileiro (ABNT NBR 9820) e americano (ASTM D 1587).

O processo de coleta consiste na perfuração mecanizada por meio de trados vazados “hollow auger” e conjunto de hastes internas as quais impossibilitam entrada de solo nos trados durante a perfuração. Atingida a cota de coleta, insere-se o amostrador “Shelby” que é cravado de forma estática, conforme animação abaixo:

Dependendo do tipo de solo, para garantir a qualidade da amostra é possível o uso do amostrador com pistão estacionário “Piston Sampler”, no qual sistema mecânico gera vácuo melhorando a recuperação de solos menos coesivos.

AMOSTRADOR TIPO "DENISON"

Este amostrador é utilizado na coleta de amostras indeformadas de solos mais resistentes, quais sejam aqueles rijos e compactos em que não é possível a coleta com o amostrador “Shelby”.

O amostrador consiste em barrilete triplo dotado de sapata cortante de vídea. A camisa externa é cravada no terreno com sonda rotativa e injeção de água.

AMOSTRADOR TIPO "CORTE CONTÍNUO"

Este equipamento foi desenvolvido pelaa Damasco Penna com o objetivo de coletar amostras “quase indeformadas” de solo em aterros compactados. O amostrador “corte contínuo” possui parede grossa e é cravado no solo de forma dinâmica, por meio de martelete pneumático, cortando o solo de forma contínua e dinâmica.

As amostras são coletadas com 3 polegadas de diâmetro em tubos internos de PVC. No acondicionamento final é utilizada parafina para manutenção da umidade natural até a chegada ao laboratório. Nestas amostras são possíveis ensaios como o “Mini-Proctor”, balança hidrostática e obtenção do teor natural de umidade, permitindo desta forma determinação do grau de compactação de aterros mesmo em camadas profundas, que seriam inacessíveis às formas tradicionais de coletas, como poços de inspeção.