Princípio e aplicação
O dilatômetro de Marchetti (DMT) mede a rigidez do solo in situ cravando no terreno uma lâmina plana com membrana metálica, expandida a gás a cada 20 cm. Das leituras obtêm-se os índices de Marchetti, com destaque para o módulo de deformabilidade e o histórico de tensões, que governam a previsão de recalques; na versão sísmica (SDMT), mede também a velocidade de onda cisalhante.
Utilizado em mais de 40 países e mundialmente desde 1975, o DMT (Flat Dilatometer Test) é considerado uma das mais precisas ferramentas de ensaio in situ para previsão de recalques e estimativa do módulo de elasticidade (E) das camadas prospectadas. De execução rápida e simples, aplica-se a praticamente todos os tipos de solo, conforme a ASTM D6635 e a ISO-22.476-11.
Nas interrupções da cravação, a cada 20 cm, introduz-se gás nitrogênio que expande a membrana metálica da ponteira contra o terreno. Registram-se duas leituras em manômetro de precisão: a pressão A, quando a membrana vence o esforço do terreno, e a pressão B, quando deforma o solo em 1,1 mm. Por correlações, obtêm-se o coeficiente de empuxo em repouso (K0), o módulo de elasticidade (E), a resistência não drenada de argilas (Su), o ângulo de atrito de areias, a classificação granulométrica e o OCR.
O ensaio em etapas
Cravação da lâmina
A lâmina dilatométrica é cravada no terreno com a mesma reação do CPTu.
Expansão da membrana
A membrana metálica é expandida a gás e registram-se as pressões A e B.
Leitura por profundidade
Repete-se a cada 20 cm, gerando o perfil dos índices de Marchetti.
Módulo sísmico (SDMT)
Na versão sísmica, mede-se também a velocidade da onda cisalhante Vs.

O ensaio em campo
Conforme ASTM D6635 · ISO-22.476-11
| Rigidez | Módulo dilatométrico e módulo confinado |
|---|---|
| Tensão horizontal | Índice KD e estimativa de K0 |
| Histórico | Razão de sobreadensamento (OCR) |
| Onda S (SDMT) | Velocidade Vs e módulo de cisalhamento G0 |
Qualidade e operação em campo
Qualidade do dado
- Calibração da membrana antes e depois de cada vertical.
- Procedimento conforme a prática consagrada de Marchetti.
- Aquisição digital e verificação de consistência dos índices.
- Interpretação por engenheiro geotécnico.
Segurança e operação
- Aptos a áreas de alto grau de exigência: mineração, indústria e portos.
- Frente organizada, sinalizada e com procedimento de SST.
- Equipes e frota próprias, inclusive em turnos noturnos.
O entregável
| Perfil DMT | Índices ID, KD, ED por profundidade |
|---|---|
| Parâmetros | Módulo, OCR, K0 e Su derivados |
| Perfil Vs (SDMT) | Velocidade de onda cisalhante, quando sísmico |
| Prazo típico | Conforme profundidade e número de verticais |
Setores e tipos de obra
Perguntas frequentes sobre Dilatômetro DMT
Para que serve o ensaio DMT?
O dilatômetro de Marchetti (DMT) mede a rigidez do solo in situ cravando no terreno uma lâmina plana com membrana metálica, expandida a gás a cada 20 cm. Das leituras obtêm-se os índices de Marchetti, com destaque para o módulo de deformabilidade e o histórico de tensões, que governam a previsão de recalques; na versão sísmica (SDMT), mede também a velocidade de onda cisalhante.
Qual a vantagem do DMT sobre o SPT?
O DMT mede rigidez de forma direta e repetível, o que o SPT não faz. Para previsão de recalque e para solos moles, o DMT (e o SDMT) dão parâmetros muito mais confiáveis.
O que a versão sísmica (SDMT) acrescenta?
Além dos índices de Marchetti, o SDMT mede a velocidade da onda cisalhante Vs, essencial para o módulo dinâmico e para estudos de resposta sísmica do terreno.
DMT e CPTu se complementam?
Sim. O CPTu é forte em estratigrafia e resistência; o DMT é forte em rigidez e histórico de tensões. Juntos fecham o quadro de parâmetros.
O dilatômetro de Marchetti na prática brasileira
Informe técnico sobre a aplicação do DMT e do SDMT em solos moles nacionais.
Dilatômetro DMT para o seu projeto
Diga o contexto do projeto, montamos o plano de investigação e o orçamento.
