Investigação Geotécnica · serviço

Ensaio CPTu (Piezocone)

Resistência, atrito e poropressão medidos em tempo real a cada 2 cm de profundidade, o perfil contínuo do subsolo sem retirar amostra.

Norma ISO-22.476-1Leitura contínuaIdeal p/ solos moles
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O ensaio

Princípio e aplicação

O ensaio de piezocone (CPTu) crava no solo, a velocidade constante, uma ponteira cônica instrumentada que mede resistência de ponta, atrito lateral e poropressão a cada 2 cm. O resultado é um perfil contínuo do subsolo, obtido em tempo real e sem retirar amostra, do qual se derivam a estratigrafia e os parâmetros de resistência e deformabilidade do terreno.

O ensaio de piezocone, popular há muitos anos na Europa e nos Estados Unidos, é hoje uma das principais ferramentas de sondagem utilizadas no Brasil e caracteriza-se como uma das melhores ferramentas de investigação geotécnica e geoambiental disponíveis no mundo. Além da rapidez e praticidade, o equipamento é compatível com variadas condições geológicas, permitindo identificação estratigráfica de forma quase instantânea.

A cravação estática do piezocone, em velocidade constante, é feita por perfuratriz hidráulica, e os resultados são obtidos em tempo real, transmitidos a um computador em campo. A Damasco Penna realiza ensaios CPTu desde 2007, com equipes qualificadas e equipamentos calibrados, conforme os padrões internacionais da ISO-22.476-1.

Execução

O ensaio em etapas

1

Cravação a velocidade constante

A ponteira cônica é cravada a 2 cm/s por reação hidráulica, sem impacto e sem remoção de solo.

2

Três medidas simultâneas

Resistência de ponta (qc), atrito lateral (fs) e poropressão (u2) registrados a cada 2 cm.

3

Leitura em tempo real

Os dados aparecem no computador durante a cravação, o perfil se desenha na tela, camada a camada.

4

Ensaio de dissipação

Pausas para medir a queda de poropressão e estimar o coeficiente de adensamento, chave para prever recalque.

Aquisição de dados do CPTu em campo, em tempo real.
Aquisição de dados do CPTu em campo, em tempo real.
Em vídeo

O ensaio em campo

Ensaios de Piezocone (CPTu) · detalhes do ensaio · vídeo da Damasco Penna
Ensaios de Piezocone (CPTu) · detalhes do ensaio · canal da Damasco Penna no YouTube
Norma e parâmetros

Conforme ISO-22.476-1

EstratigrafiaPerfil contínuo e tipo de comportamento do solo (SBT)
ResistênciaSu não drenada, ângulo de atrito, Nkt de projeto
DeformabilidadeMódulos e histórico de tensões (OCR)
AdensamentoCoeficiente cv via ensaio de dissipação

Por correlações, o CPTu permite avaliar estratigrafia e perfil geotécnico, coeficiente de adensamento (Ch e Cv), densidade relativa (Dr), resistência não drenada (Su), ângulo de atrito efetivo de areias, história de tensões (OCR) e coeficiente de permeabilidade (K).

Garantia da qualidade

Qualidade e operação em campo

Qualidade do dado

  • Cones calibrados com certificado rastreável e verificação periódica.
  • Correção de qt e checagem de zero antes e depois de cada furo.
  • Repetibilidade auditável, processo dentro do sistema ISO desde 2013.
  • Boletim conferido por engenheiro antes da entrega.

Segurança e operação

  • Aptos a áreas de alto grau de exigência: mineração, indústria e portos.
  • Frente organizada, sinalizada e com procedimento de SST.
  • Equipes e frota próprias, inclusive em turnos noturnos.
Entregáveis

O entregável

Boletim de campoGráficos qc, fs, u2 e Rf por profundidade, com interpretação de camadas
Dados brutosArquivo digital (.txt/.csv) para o projetista rodar suas correlações
ParâmetrosSu, OCR, cv e classificação SBT, quando contratada a interpretação
Prazo típicoBoletim preliminar no mesmo dia; relatório conforme escopo
Aplicações

Setores e tipos de obra

Barragens de rejeitoAterros sobre solo molePortos e nearshoreEstradas e terraplenagemParques eólicosEdificações em solo compressível
FAQ

Perguntas frequentes sobre Piezocone CPTu

Para que serve o ensaio CPTu?

O ensaio de piezocone (CPTu) crava no solo, a velocidade constante, uma ponteira cônica instrumentada que mede resistência de ponta, atrito lateral e poropressão a cada 2 cm. O resultado é um perfil contínuo do subsolo, obtido em tempo real e sem retirar amostra, do qual se derivam a estratigrafia e os parâmetros de resistência e deformabilidade do terreno.

Qual a diferença entre CPT e CPTu?

O CPTu (piezocone) acrescenta a medição de poropressão (u) ao CPT convencional. Essa medida é o que permite identificar camadas moles, estimar o adensamento e corrigir a resistência de ponta, indispensável em solos finos e saturados.

CPTu substitui a sondagem SPT?

Não substitui, complementa. O CPTu dá perfil contínuo e parâmetros de deformabilidade que o SPT não fornece; o SPT recupera amostra e chega a solos mais resistentes. Em muitos projetos os dois são combinados.

Até que profundidade o CPTu chega?

Depende da resistência do terreno e da reação do equipamento. Em solos moles ultrapassa dezenas de metros; ao encontrar camadas muito resistentes ou pedregulho parte-se para sondagem mista.

O CPTu serve para prever recalque?

Sim. Com o ensaio de dissipação estima-se o coeficiente de adensamento e, com os módulos derivados, a magnitude e a velocidade do recalque.

Informe técnico relacionado

CPTu em camadas impenetráveis: quando o cone para

O informe técnico sobre os limites de cravação do piezocone e a transição para sondagem mista.

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