1. O desafio das pilhas de rejeito e estéreis
Um desafio recorrente nas campanhas recentes são as sondagens em pilhas de rejeito e estéreis. O material é heterogêneo: muitos blocos soltos, alternados com camadas moles. Nesse cenário, o ensaio CPTu é exigente, porque o piezocone precisa vencer camadas impenetráveis para prosseguir em profundidade.
2. De duas sondas para uma
Até então, o cliente resolvia esse cenário com duas sondas: um penetrômetro para o CPTu e uma sonda rotativa para a desobstrução das camadas impenetráveis. O arranjo colocava mais pessoas na praça de trabalho, mais expostas, e representava mais custo.
Com a sonda multifuncional, a desobstrução passa a ser feita pela própria sonda, que também realiza coletas nessas camadas. O ensaio, a desobstrução e a amostragem ficam concentrados em um único equipamento e em um único furo.
3. Estratigrafia completa do furo
Há um ganho adicional: o solo ensaiado por CPTu é barriletado, ou seja, o avanço nas camadas é acompanhado de coleta com barrilete. Além do perfil contínuo do piezocone, obtém-se amostragem ao longo de todo o furo, resultando em estratigrafia completa da vertical.
4. O cuidado com a ponteira
A operação exige atenção. Alternar entre desobstrução e cravação do piezocone no mesmo furo demanda um operador atento e experiente, para não danificar a ponteira do cone na transição entre as camadas. É esse cuidado que preserva a qualidade do ensaio ao longo de toda a vertical.


5. Resultado: CPTu com drill out
As faixas DRILL OUT do perfil marcam os trechos em que o cone encontrou camadas impenetráveis e a própria sonda desobstruiu por rotativa, retomando a cravação logo adiante. O registro contínuo de resistência de ponta, atrito lateral e poropressão é preservado ao longo de toda a vertical.
6. Conclusão
Uma sonda cravou o CPTu, desobstruiu as camadas impenetráveis e coletou amostras ao longo de todo o furo: estratigrafia completa da vertical, com menos pessoas expostas na praça de trabalho e menor custo, sem abrir mão da qualidade do ensaio.
