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Temporada 1 · Episódio 01 · 3 min 26 s

Origem e formação dos solos

Toda rocha vira solo. O episódio mostra as duas ferramentas do intemperismo, apresenta o solo que fica e o solo que viaja, e explica por que dois vizinhos de muro podem construir sobre terrenos completamente diferentes.

EP01 · Origem e formação dos solos · Série SUBSOLO

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Em três pontos
Transcrição narrada

O episódio em texto

Texto integral da narração do episódio. Clique no tempo para assistir ao trecho correspondente.

Um material que já foi montanha

Debaixo de todo prédio, toda estrada e toda barragem, existe um material que já foi montanha. Quase todo o solo do planeta já foi rocha. E a natureza usa duas ferramentas para transformar uma coisa na outra.

A primeira ferramenta: o intemperismo físico

A primeira é física: sol de dia, frio de noite. A rocha dilata e contrai até rachar. A água entra nas fissuras e empurra. Pedaços se soltam.

A segunda ferramenta: a química

A segunda é química. A chuva reage com os minerais. No granito, o feldspato se rende e vira argila. O quartzo resiste. E é ele que sobra como areia. Esse trabalho de sol, chuva e química tem nome. Intemperismo. Lento para a gente. Imparável para a natureza. Dê tempo suficiente e a montanha se desfaz em terra.

Cada grão conta uma história

Por isso, num punhado de solo, cada grão conta uma história. O tamanho e o mineral dizem quem resistiu e quem se rendeu.

Nem todo solo veio de rocha

Mas nem todo solo veio de rocha. No mar, conchas e corais moídos se transformam em areia. E, nos brejos, restos de plantas e seres vivos dão origem à turfa.

Fica ou viaja? O solo residual

De rocha ou de vida, o solo tem dois destinos. Ele fica ou ele viaja? A pergunta do detetive: você nasceu aqui ou veio de onde? O solo que ficou sobre a própria rocha é o residual.

É o perfil clássico brasileiro: maduro em cima, saprolito no meio, rocha alterada, rocha sã. Um bloco que resistiu inteiro: o matacão, boiando num mar de argila.

Os que viajam: colúvio, dunas e aluvião

Já o solo que viaja ganha o nome do transportador. A gravidade puxa a terra encosta abaixo: colúvio. O vento leva os grãos leves e forma dunas. Solo eólico. E o rio, o transportador mais organizado de todos, carrega, deposita o aluvião e ainda separa os grãos por tamanho.

Onde corre com força, só o graúdo consegue parar no fundo. Onde perde velocidade, os finos finalmente assentam. Milhares de anos depois: areia, argila, areia de novo. Cada camada é um capítulo do rio.

O detalhe que muda projetos

Uma sondagem que atravessa essas camadas está lendo essa história. E aqui está o detalhe que muda projetos: cada transportador escolhe o que consegue carregar. O resultado são terrenos completamente diferentes, lado a lado, na mesma cidade.

Dois vizinhos de muro podem estar apoiados em solos que nasceram a quilômetros um do outro.

Três coisas para levar

Três coisas para levar desse episódio. Quase todo solo é rocha decomposta. Solo residual ficou onde nasceu. Solo transportado viajou. E o rio ainda separou os grãos por tamanho. E qual é o tamanho desses grãos no solo? Prepare-se. A resposta não cabe nos seus olhos. É o próximo episódio.

Perguntas do episódio

O que fica respondido

O que é intemperismo?

É o trabalho conjunto de sol, água e química que decompõe a rocha na superfície. O intemperismo físico dilata e contrai a rocha até rachar, e a água entra nas fissuras e empurra. O químico faz a chuva reagir com os minerais e os transforma. Dado tempo suficiente, a montanha se desfaz em terra.

Qual é a diferença entre solo residual e solo transportado?

O solo residual ficou sobre a própria rocha que o originou e guarda o perfil clássico brasileiro: solo maduro em cima, saprolito no meio, depois rocha alterada e rocha sã. O solo transportado viajou e ganha o nome do transportador: colúvio (gravidade), solo eólico (vento) e aluvião (rio).

Por que o granito vira argila e areia?

No intemperismo químico, o feldspato do granito se decompõe e vira argila, enquanto o quartzo resiste e sobra como areia. Por isso o tamanho e o mineral de cada grão contam quem resistiu e quem se rendeu.

O que é um matacão?

É um bloco de rocha que resistiu inteiro ao intemperismo e ficou envolvido pelo solo residual, como se boiasse num mar de argila. Na investigação do subsolo ele pode ser confundido com o topo da rocha, e atravessá-lo pode exigir sondagem mista.

Por que terrenos vizinhos podem ser tão diferentes?

Porque cada transportador escolhe o que consegue carregar e deposita em pontos diferentes. Dois vizinhos de muro podem estar apoiados em solos que nasceram a quilômetros um do outro. É a sondagem que revela qual história está escrita sob cada terreno.

Do episódio para o campo

Onde essa história vira trabalho

Uma sondagem que atravessa as camadas está lendo a história que o episódio conta. Estes são os serviços da Damasco Penna que fazem essa leitura.

Próximo episódio
EP 02

A escala invisível dos solos

E qual é o tamanho desses grãos no solo? A resposta não cabe nos seus olhos.

Assistir · 4:08
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